PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 31 da UFPR 2007

1ª fase · Geografia: IDH, desigualdade social e pobreza

Com base na tabela e nos conhecimentos de geografia, assinale a alternativa correta.

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDH-M

1991–2000

Unidades Federativas (UF) de maior e menor IDH-M 1991 2000
IDH-M Brasil = 100% IDH-M Brasil = 100%
1º Distrito Federal 0,799 114,8 0,844 110,2
2º São Paulo 0,778 111,8 0,820 107,0
3º Rio de Janeiro 0,753 108,2 0,807 105,4
25º Paraíba 0,561 80,6 0,661 86,3
26º Alagoas 0,548 78,7 0,649 84,7
27º Maranhão 0,543 78,0 0,636 83,0
Brasil 0,696 100,0 0,766 100,0

Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2000.

  1. A
    A redução da diferença entre os índices das UF selecionadas na tabela mostra que os indicadores sociais avançaram mais rapidamente onde a pobreza é maior.
  2. B
    A abertura comercial dos anos 90 destruiu a maior parte do setor industrial brasileiro, o que explica a redução da diferença percentual entre os índices dos estados de São Paulo e Rio e o índice nacional.
  3. C
    A diminuição da diferença percentual entre o IDH-M do Brasil e dos estados de menor desenvolvimento humano reflete a migração de pessoas pobres da região Nordeste para o Sudeste, a qual se intensificou nos anos 90.
  4. D
    A agregação dos índices municipais por UF mascara a crise social do país, pois os índices estaduais são médias que desconsideram as grandes diferenças de condições de vida entre municípios de uma mesma UF, ocultando assim a queda nos indicadores sociais ocorrida na maior parte dos municípios brasileiros no período em foco.
  5. E
    A elevação do IDH-M brasileiro se deve à imigração de brasileiros para o exterior em busca de melhores salários, especialmente daqueles que viviam nas UF mais pobres.
Escolha uma alternativa para conferir o gabarito.
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Resolução comentada

Vamos ler a tabela. O IDH-M varia de 0 a 1 e resume renda, educação e longevidade. A coluna "Brasil = 100%" mostra quanto o índice de cada UF representa em relação ao do país.

Nas UF de menor IDH, o índice subiu mais do que no país:

  1. Paraíba: de 0{,}561 para 0{,}661, ou seja, +0{,}100. A razão com o Brasil passou de 80{,}6\% para 86{,}3\%.
  2. Alagoas: de 0{,}548 para 0{,}649, ou seja, +0{,}101. A razão passou de 78{,}7\% para 84{,}7\%.
  3. Maranhão: de 0{,}543 para 0{,}636, ou seja, +0{,}093. A razão passou de 78{,}0\% para 83{,}0\%.
  4. Brasil: de 0{,}696 para 0{,}766, ou seja, +0{,}070.

Nas UF de maior IDH, o ganho foi menor: DF +0{,}045, SP +0{,}042, RJ +0{,}054. Portanto a diferença entre ricos e pobres diminuiu, porque os mais pobres avançaram mais rápido. Isso confirma a alternativa A.

As demais afirmam causas que a tabela não mostra. A tabela não trata de desindustrialização, de migração nem de emigração. Além disso, o IDH-M subiu em quase todos os lugares, então não houve queda dos indicadores.

Alternativa A.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • Batribui a queda da diferença de SP e RJ à destruição industrial, algo que a tabela não mostra e que exagera a abertura comercial.
  • Cexplica a convergência por migração de pobres, causa sem base na tabela; o IDH-M cresceu nos próprios estados pobres.
  • Dafirma queda dos indicadores na maioria dos municípios, contradizendo a tabela, em que o IDH subiu.
  • Eatribui a alta do IDH à emigração, fator não apresentado nos dados e sem relação direta com o índice.

Assuntos: IDH, desigualdade social e pobreza, Regionalização e desigualdades regionais.

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Fonte: UFPR 2007 · 1ª fase. Prova oficial ↗