Questão 53 (2º exame) da UERJ 2027

Antigo cortiço na rua do Senado, 1906.
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A roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um fartum acre de sabão ordinário. (...) das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; (...) reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados de crianças que ainda não andam. No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. (cap. III)
O Cortiço, de Aluísio Azevedo, 1890.
As moradias denominadas cortiços, no contexto geo-histórico da publicação do romance de Aluísio Azevedo, tornaram-se alvo de ações de remoção por parte das autoridades governamentais republicanas interessadas, à época, em promover a modernização da cidade.
De acordo com a fotografia e o trecho do romance, um aspecto do modo de viver nos cortiços e o argumento das autoridades para removê-los estão indicados, respectivamente, em:
- Adivisão laboral – informalidade
- Baglomeração popular – insalubridade
- Corganicidade política – promiscuidade
- Dacessibilidade urbana – periculosidade
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Fonte: UERJ 2027 · 2º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗