Questão 60 (2º exame) da UERJ 2026

2º exame · Linguagens

Monumento da Porta do Não Retorno, em Uidá, Benim, composto por um grande arco com baixos-relevos de pessoas escravizadas e esculturas laterais. Abaixo da imagem, a legenda: "Porta do Não Retorno, na cidade de Uidá, Benim."

A Porta foi inaugurada pela Unesco em 1995. Em uma grande plataforma, o monumento abriga um arco colocado em dois grandes postes, como um arco do triunfo. É decorado com baixos-relevos representando escravizados com suas mãos acorrentadas atrás das costas, caminhando em fila indiana em direção aos navios negreiros. O monumento, pintado principalmente em ocre e branco, simboliza a dispersão dos povos africanos e, ao mesmo tempo, celebra o retorno à terra dos antepassados representados por duas estátuas de Egun-Egun, comumente chamados de “retornados”, que encarnam os espíritos dos mortos. Nesse sentido, o memorial também evoca a sabedoria e a paz recuperada. Para alguns, esse monumento é um elemento de orgulho; para outros, é a expressão do fracasso africano e o símbolo da dominação europeia.

Gbègnidaho Achille Zohoun
Adaptado de periodicos.ufba.br, março/2023.

A Porta do Não Retorno estabelece conexões entre o passado e o presente, especialmente para sociedades africanas. De acordo com o texto, as opiniões sobre esse monumento oscilam entre o “orgulho” e o “fracasso”.

Tais opiniões estão associadas, respectivamente, aos seguintes processos históricos:

  1. A
    homogenização da etnicidade – inferiorização cultural
  2. B
    enaltecimento da diáspora – subordinação política
  3. C
    judicialização do genocídio – rejeição internacional
  4. D
    reconhecimento da barbárie – espoliação econômica
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Fonte: UERJ 2026 · 2º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗