Questão 57 (1º exame) da UERJ 2026

1º exame · Linguagens

O sujeito de desempenho está livre do domínio externo que o obriga a trabalhar ou que poderia explorá-lo. É senhor e soberano de si mesmo. Assim, não está submisso a ninguém ou está submisso apenas a si mesmo. É nisso que ele se distingue do sujeito de obediência. A ausência do dominador não leva à liberdade. Ao contrário, faz com que liberdade e coação coincidam. O excesso de trabalho e de desempenho acentua uma autoexploração. Essa é mais eficiente que uma exploração do outro, pois caminha de mãos dadas com o sentimento de liberdade. O explorador é ao mesmo tempo o explorado. Essa autorreferencialidade gera uma liberdade paradoxal. Os adoecimentos psíquicos da sociedade de desempenho são precisamente manifestações patológicas dessa liberdade paradoxal.

Adaptado de HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2015.

Em Sociedade do cansaço, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han analisa aspectos do trabalho nas sociedades capitalistas contemporâneas.

Com base no texto citado, um exemplo do “sujeito de desempenho” é identificado no seguinte contexto de trabalho:

  1. A

    Operários trabalham em linha de montagem industrial de automóveis.

    notisul.com.br

  2. B

    Trabalhadores uniformizados sentados em fileira executam tarefas manuais em uma esteira de produção fabril.

    g1.globo.com

  3. C

    Entregador em uma motocicleta carregada com caixas e pacotes de encomendas no trânsito urbano.

    noticiabrasil.net.br

  4. D

    Trabalhadores rurais colhem vegetais manualmente com baldes em uma lavoura a céu aberto.

    tempo.com

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