Questão 20 (2º exame) da UERJ 2026
— Talvez nunca lhe acontecesse refletir sobre esse problema social, continuou Fernando. O senhor tem o direito de despedir o cativo, quando lhe aprouver?
— Creio que ninguém porá isso em dúvida, respondeu Aurélia.
— Então entende que depois de privar-se um homem de sua liberdade, de o rebaixar ante a própria consciência, de o haver transformado em um instrumento, é lícito, a pretexto de alforria, abandonar essa criatura a quem sequestraram da sociedade? Eu penso o contrário.
A escravidão se apresenta hoje, ao nosso espírito, sob um aspecto repugnante. [...] Como todas as instituições sociais que têm radicação profunda na história do mundo e se prendem à natureza humana, a escravidão não se extingue por ato de poder; e sim pela caducidade moral, pela revolução lenta e soturna das ideias. É preciso que seque a raiz, para faltar às ideias a seiva nutritiva.
José de Alencar
CARVALHO, José M. de. (Org.) Cartas de Erasmo. Rio de Janeiro: ABL, 2009.
No diálogo entre Aurélia e Fernando, encontra-se subentendido um argumento de José de Alencar sobre o regime escravocrata.
Com base nesse diálogo e no trecho citado de uma crônica do autor, infere-se que, para este, o fim da escravidão deveria acontecer da seguinte forma:
- Alegalmente
- Bparcialmente
- Curgentemente
- Dprogressivamente
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Fonte: UERJ 2026 · 2º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗