Questão 55 (2º exame) da UERJ 2020
Na administração do engenheiro e prefeito Carlos Sampaio (1920-1922), o Morro do Castelo foi totalmente demolido. A decisão causou muita polêmica, tendo sido criticada por vários intelectuais, como, por exemplo, Monteiro Lobato.
[O Morro do Castelo] ouve sempre cochichos suspeitos nos quais um estribilho soa insistente: precisamos arrasar o Morro do Castelo! Percebe que virou negócio, que o verdadeiro tesouro oculto em suas entranhas não é a imagem de ouro maciço de Santo Inácio, e sim o panamá do arrasamento. Os homens de hoje são negocistas sem alma. Querem dinheiro. Para obtê-lo venderão tudo, venderiam até a alma se a tivessem. Como pode ele, pois, resistir à maré, se suas credenciais – velhice, beleza, pitoresco, historicidade – não são valores de cotação na bolsa?
MONTEIRO LOBATO
Adaptado de A onda verde. São Paulo: Monteiro Lobato & Cia Editores, 1922.

Demolição do Morro do Castelo. No alto do morro, as ruínas da Igreja de São Sebastião.
Foto de Augusto Malta, 14/10/1922.
De acordo com a crítica de Monteiro Lobato, transcrita acima, o arrasamento do Morro do Castelo expressou a seguinte perspectiva de intervenção urbana:
- Aremoção de população pobre
- Bsaneamento de área degradada
- Cdesqualificação do passado colonial
- Dmodernização do transporte público
Reportar erro na questão
Ver como caiu na prova
Fonte: UERJ 2020 · 2º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗