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Questão 52 (1º exame) da UERJ 2016

1º exame · Ciências Humanas · História: Memória, patrimônio e identidade nacional

Fotografia da retirada da estátua equestre do General Francisco Franco, içada por cabos de sustentação presos a um guindaste, em frente a um edifício com relógio na fachada.

Retirada da última estátua equestre do General Francisco Franco, na cidade de Santander, na Espanha, em 18 de dezembro de 2008.

g1.globo.com

Em 2007, na Espanha, aprovou-se uma lei que possibilitou indenizar vítimas da Guerra Civil (1936-1939) e do governo de Francisco Franco (1939-1975). A ação retratada na fotografia também é decorrente dessa lei.

No contexto das denúncias e apurações acerca dos crimes cometidos pelo governo franquista, a retirada da estátua equestre está associada à seguinte proposta:

  1. A
    rejeição da história política
  2. B
    reforço da identidade nacional
  3. C
    redistribuição do patrimônio cultural
  4. D
    redimensionamento da memória social
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Resolução comentada

A lei espanhola de 2007, conhecida como Lei da Memória Histórica, reconhece as vítimas da Guerra Civil e do franquismo e determina a retirada de símbolos que exaltam o regime, como estátuas, placas e nomes de ruas.

O conceito central é o de memória social: aquilo que uma sociedade escolhe lembrar e homenagear em seus espaços públicos. Uma estátua equestre de Franco em praça pública é uma homenagem, ou seja, uma forma de memória que valoriza o ditador.

Passos do raciocínio:

  1. A lei indeniza vítimas e apura crimes do governo franquista, o que significa reconhecer oficialmente a violência do período.
  2. Se o Estado reconhece esses crimes, não faz sentido manter monumentos que exaltam o responsável por eles.
  3. Retirar a estátua, portanto, muda quem e o que é lembrado publicamente: deixa-se de homenagear o ditador e passa-se a dar lugar às vítimas.

Isso é rever, reorganizar e dar nova dimensão à memória coletiva, e não apagar a história. A história continua registrada em livros e arquivos; o que muda é o que se celebra no espaço público.

Alternativa D.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AA retirada não rejeita a história política: o período segue investigado e registrado, só deixa de ser homenageado.
  • BRetirar um símbolo do regime não reforça a identidade nacional; ao contrário, questiona uma imagem oficial do passado.
  • CNão se trata de redistribuir bens culturais, e sim de rever uma homenagem pública.

Assunto: Memória, patrimônio e identidade nacional.

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Ver como caiu na prova Questão 52 no caderno 1º Exame de Qualificação da UERJ 2016

Fonte: UERJ 2016 · 1º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗