PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 55 (2º exame) da UERJ 2015
Para evitar novos flagelos
Os eventos extremos de curta duração, como as chuvas intensas que caíram sobre São Paulo e outras cidades brasileiras com suas trágicas consequências, vão se intensificar com as mudanças climáticas em curso há algumas décadas. “Na década de 1930 e, se formos um pouco mais atrás no tempo, no século XIX, não ocorriam tantos eventos extremos de chuva como acontecem hoje na cidade de São Paulo”, diz Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. “Isso é mudança climática, não necessariamente provocada pelo aquecimento global”, ressalta. O mais provável é que a maior parte dessa mudança climática tenha origem na própria Região Metropolitana de São Paulo.
Dinorah Ereno
Adaptado de revistapesquisa.fapesp.br, 26/05/2010.
Considerando a dinâmica ambiental de grandes metrópoles, como São Paulo, as circunstâncias locais para a elevação do índice de chuvas apontada no texto estão relacionadas ao fenômeno de:
- Ailha de calor
- Binversão térmica
- Ccampo de vento
- Dprecipitação ácida
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Resolução comentada
O texto diz que a mudança climática com chuvas extremas "não é necessariamente provocada pelo aquecimento global" e que sua origem está na própria Região Metropolitana de São Paulo. Logo, a causa é um fenômeno local, do clima urbano.
Nas grandes cidades, o asfalto, o concreto e a pouca vegetação absorvem muito calor, e a atividade humana (veículos, indústrias) libera mais calor ainda. Com isso, a temperatura do centro urbano fica mais alta que a das áreas vizinhas. Esse fenômeno é a ilha de calor.
O ar quente sobre a cidade se aquece, fica mais leve e sobe, formando correntes ascendentes (convecção). Ao subir, o ar esfria e o vapor de água se condensa, formando nuvens de grande desenvolvimento vertical. O resultado são chuvas intensas, rápidas e concentradas, as chamadas chuvas de verão ou convectivas, justamente os "eventos extremos de curta duração" do texto.
As demais alternativas não explicam o aumento das chuvas: a inversão térmica prende poluentes perto do solo e tende a inibir a formação de chuva; a precipitação ácida é consequência da poluição, não causa do aumento do volume de chuva; e o campo de vento não é um fenômeno que eleve a precipitação.
Alternativa A.
Por que as outras alternativas estão erradas
- BA inversão térmica é uma camada de ar frio presa sob ar quente, que impede a subida do ar e a chuva, só concentrando poluentes.
- CO campo de vento descreve a circulação do ar e não é o fenômeno urbano que eleva o índice de chuvas.
- DA chuva ácida é efeito da poluição sobre a água da chuva, não causa do aumento do volume de precipitação.
Assunto: Clima urbano e poluição atmosférica.
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Fonte: UERJ 2015 · 2º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗