PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 47 (2º exame) da UERJ 2015
A vontade de mudar o nome do antigo Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici, em Salvador, não aconteceu por conta da efeméride dos 50 anos do golpe militar. Segundo a diretora Aldair Almeida Dantas, essa era uma insatisfação antiga da comunidade. “A novidade foi a convergência de intenções e a coincidência com esse período de resgate histórico”, disse a diretora do, agora, Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella. Um colegiado escolar, formado pelos funcionários, professores, pais de alunos e pela comunidade, entendeu que o lançamento de muitos candidatos ao novo nome criaria confusão. Por isso surgiu a ideia de encontrar apenas dois que fossem baianos e representassem o combate ao regime militar. Os nomes do guerrilheiro Carlos Marighella e do geógrafo Milton Santos foram os escolhidos. “Ambos são da Bahia. Cada um tentou lutar contra a imposição do regime”, analisa Aldair.
Adaptado de educacao.uol.com.br, 15/04/2014.
A escolha de nomes de logradouros e de edificações pode representar uma homenagem em determinada época, assim como a mudança desses nomes pode indicar transformações históricas, simbolizando novas demandas da sociedade.
A situação apresentada na reportagem exemplifica, para a sociedade brasileira atual, um contexto político associado a:
- Acrítica da opinião pública às heranças autoritárias
- Brevalorização da memória dos governos ditatoriais
- Creforço da gestão democrática de empresas estatais
- Drenovação de critérios de escolha de heróis nacionais
Reportar erro na questão
Resolução comentada
O texto conta que uma escola de Salvador, batizada com o nome de Emílio Garrastazu Médici, deixou de homenagear esse general. Médici foi presidente no período mais repressivo da ditadura militar (1969-1974). O novo nome, Carlos Marighella, vem de alguém que combateu o regime, e a escolha coincidiu com os 50 anos do golpe de 1964.
É preciso identificar qual contexto político isso representa hoje:
- A mudança foi decidida por um colegiado de funcionários, professores, pais e comunidade, que retirou o nome de um governante da ditadura.
- Esse nome foi trocado por figuras que lutaram contra o regime militar (Marighella e Milton Santos).
- Retirar a homenagem a um ditador é uma crítica ao legado autoritário e um resgate da memória das resistências, ligado ao período de revisão histórica do golpe.
Portanto, a situação mostra a sociedade questionando as heranças autoritárias da ditadura. A alternativa B afirma o contrário, pois o episódio desvaloriza a memória dos governos ditatoriais. A C trata de empresas estatais, o que não aparece no texto, e a D exagera ao falar em critérios nacionais de escolha de heróis, já que foi uma decisão local.
Alternativa A.
Por que as outras alternativas estão erradas
- Binverte o sentido: a troca retira a homenagem a um presidente da ditadura, não revaloriza esses governos.
- Co texto trata de uma escola estadual e não de gestão de empresas estatais.
- Dfoi uma decisão local de uma comunidade escolar, não uma mudança geral nos critérios de escolha de heróis nacionais.
Assuntos: Memória, patrimônio e identidade nacional, Ditadura militar: atos institucionais e repressão.
Reportar erro na resolução
Ver como caiu na prova
Fonte: UERJ 2015 · 2º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗