PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 54 (2º exame) da UERJ 2013

2º exame · Ciências Humanas · História: Revolução Industrial

Fotografia do Parlamento Britânico e da Torre do Big Ben, em Londres, com a legenda: Parlamento Britânico e a Torre do Big Ben, Londres, Inglaterra.

www.twip.org

Na Inglaterra, um horário ferroviário uniforme foi adotado em meados do século XIX. Baseava-se na hora do Tempo Médio de Greenwich, isto é, a hora do meridiano do Observatório Real de Greenwich, geralmente indicada pelas letras GMT (Greenwich Mean Time). No final da década de 1840, Sir George Airy, astrônomo real, insistiu para que o Big Ben, novo relógio a ser construído, fosse regulado pela hora de Greenwich. Airy expandiu muito o serviço público baseado na GMT, fazendo com que essa hora fosse transmitida por todo o país por cabos que corriam ao longo das linhas férreas. Em 1853, escreveu: “Não posso sentir senão satisfação ao pensar que o Observatório Real está assim contribuindo para a pontualidade dos negócios por toda uma grande extensão deste país”.

Adaptado de WHITROW, G. J. O tempo na história: concepções do tempo da pré-história aos nossos dias. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.

As sociedades industriais modernas desenvolveram formas de medir o tempo associadas ao uso do relógio e à padronização dos horários em escala nacional, como no caso da Inglaterra, no decorrer do século XIX.

Um dos efeitos dessas medidas padronizadoras do tempo se manifestou basicamente na regulação dos:

  1. A
    ritmos do trabalho
  2. B
    sistemas de plantio
  3. C
    níveis de escolaridade
  4. D
    fluxos de investimentos
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Resolução comentada

O texto trata da padronização do tempo na Inglaterra do século XIX, durante a Revolução Industrial. Antes disso, cada localidade seguia a própria hora local, marcada pelo Sol, e o ritmo da vida acompanhava as estações e as tarefas do campo.

Com a fábrica e a ferrovia, isso deixou de funcionar:

  1. A ferrovia exigia horários únicos para partidas e chegadas. Por isso a hora de Greenwich foi transmitida por cabos ao longo das linhas férreas.
  2. A fábrica exigia que todos os operários entrassem, parassem e saíssem juntos, pois as máquinas e a produção em série dependiam de coordenação.
  3. O relógio passou a ser o instrumento de disciplina: o tempo se tornou algo que se mede, se cumpre e se cobra, com horário de entrada, pausa e saída.
  4. Airy fala justamente em "pontualidade dos negócios", ou seja, em organizar as atividades econômicas pelo relógio.

O efeito básico dessa padronização foi, portanto, regular o ritmo do trabalho: a jornada passou a ser medida pelo relógio, e não mais pela luz do dia ou pelas tarefas sazonais.

O plantio segue o ciclo da natureza, a escolaridade e os fluxos de investimento não são o foco do texto nem o efeito imediato da hora uniforme.

Alternativa A.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • BO plantio segue ciclos naturais e estações, não a hora padronizada de ferrovias e fábricas.
  • CO texto não trata de educação nem de níveis de escolaridade.
  • DFluxos de investimento não são regulados pela hora uniforme; o texto fala de pontualidade nos negócios e transportes.

Assunto: Revolução Industrial.

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Ver como caiu na prova Questão 54 no caderno 2º Exame de Qualificação da UERJ 2013

Fonte: UERJ 2013 · 2º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗