Questão 66 da FUVEST 2026

1ª fase

Texto para as questões 66 e 67 · V1

Ilustração em silhueta de um braço musculoso flexionado, com o desenho de um cérebro no bíceps.

Researchers investigated the quantities of thousands of muscle proteins and found a possible new explanation for muscle memory. A study showed for the first time that muscles "remember" training at the protein level. It is often thought that the effects of exercise are short-lived, and a break from the gym can cause stress over muscle loss. However, the research has shown that this stress is partly unnecessary, as the effects of resistance training persist in muscles for up to two months and the gains are fast when training is started again. But what mechanisms and changes at the cellular and molecular levels explain muscle memory? In the study, ten weeks of resistance training was followed by a break of the same length and then followed by another ten weeks of resistance training. Using the proteomics method, it was possible to study the quantities of over 3,000 muscle proteins using advanced mass spectrometry equipment. The study found two types of change profiles in muscle proteins. Some proteins changed as a result of training, returned to their pre-training state during the break, and changed again during the new training period similarly to the first training period. These included proteins related to aerobic metabolism. Another group of proteins changed as a result of training and remained changed during the break and after the new training period. Among these proteins were several calcium-binding proteins, such as calpain-2, whose gene has recently been identified to retain a memory trace even after a training break. "At the level of the number of muscle nuclei and the memory traces of genes, that is, epigenetics, long-term responses that persist even after a break and possibly explain 'muscle memory' have previously been observed," says a researcher. "Now, for the first time, we have shown that muscles 'remember' previous resistance training at the protein level for at least two and a half months."

Disponível em https://jyu.fi/en/news/. 14 April 2025. Adaptado.

Segundo o texto, os experimentos demonstram que

  1. A
    a prática de esportes ativa genes através da mudança do código genético.
  2. B
    as quantidades de proteínas musculares apresentam mudanças após a atividade física.
  3. C
    a epigenética refuta a hipótese da ação da memória muscular após treinos leves.
  4. D
    as proteínas relacionadas ao metabolismo aeróbico ativam mudanças irreversíveis.
  5. E
    os métodos da proteômica dificultam a caracterização das proteínas e suas interações.
Reportar erro na questão
O que está errado?
Sem cadastro: não guardamos quem enviou.
Resolução comentada

O texto descreve um estudo com dez semanas de treino de força, dez de pausa e mais dez de treino. Os pesquisadores mediram, por proteômica, mais de 3.000 proteínas musculares e identificaram dois perfis de mudança: proteínas que mudam com o treino, voltam ao estado anterior na pausa e mudam de novo no retreino (como as do metabolismo aeróbico), e proteínas que mudam com o treino e continuam alteradas na pausa e depois (como a calpaína-2).

O que o estudo demonstra, portanto, é que a quantidade de proteínas musculares muda em resposta ao treino, e que parte dessas mudanças persiste. É isso que o pesquisador chama de memória muscular "no nível das proteínas".

Análise das alternativas:

  • (A) Falsa: o texto fala de marcas epigenéticas nos genes, não de mudança do código genético, e isso foi observado em estudos anteriores.
  • (C) Falsa: o texto não menciona treinos leves nem refuta nada; a epigenética é citada como apoio à ideia de memória muscular.
  • (D) Falsa: as proteínas do metabolismo aeróbico voltaram ao estado pré-treino durante a pausa, ou seja, a mudança foi reversível.
  • (E) Falsa: a proteômica permitiu estudar mais de 3.000 proteínas, então facilitou a caracterização, não a dificultou.

Alternativa B.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • Aconfunde marcas epigenéticas com mudança do código genético, e o texto atribui isso a estudos anteriores, não a este experimento.
  • Co texto não fala de treinos leves, e a epigenética apoia a memória muscular em vez de refutá-la.
  • Das proteínas do metabolismo aeróbico voltaram ao estado pré-treino na pausa, portanto a mudança foi reversível.
  • Ea proteômica permitiu analisar mais de 3.000 proteínas, ou seja, facilitou a caracterização.

Assuntos: interpretação de texto em inglês, proteômica e memória muscular.

Reportar erro na resolução
O que está errado?
Sem cadastro: não guardamos quem enviou.
Ver como caiu na prova Questão 66 no caderno V1 da FUVEST 2026