Questão 23 da FUVEST 2026
No ano de 2024, o Atlas da Mata Atlântica identificou uma perda de 143{,}66\ \text{km}^2 de florestas maduras dentro do limite de aplicação da Lei da Mata Atlântica. A área foi muito semelhante à do ano anterior, com uma queda de apenas 2\% na taxa de desmatamento de um ano para o outro, o que denuncia a situação de vulnerabilidade do Bioma. Além da redução tímida, a taxa ainda está longe do menor desmatamento já registrado desde a primeira edição do Atlas, em 1985: os 113{,}99\ \text{km}^2 observados no período de 2017 a 2018. O gráfico apresenta a área de desmatamento e a tendência para a série histórica.

Disponível em https://sosma.org.br/. Adaptado.
Acerca das informações do texto e da análise do gráfico, é possível concluir que
- Aa área de desmatamento apresenta ciclos sazonais em função da variabilidade natural do clima, independentemente da atividade antrópica.
- Bos anos de 2017 e 2018 apresentaram áreas reduzidas de desmatamento associadas à menor procura por madeiras de áreas de silvicultura.
- Cos primeiros 15 anos de monitoramento (1985 a 1999) são marcados por três períodos de elevação da área de desmatamento.
- Dé possível observar uma redução consistente na área de desmatamento da Mata Atlântica (\text{km}^2/\text{ano}) ao longo de toda a série histórica.
- Ehá uma evolução crescente da área de desmatamento nos limites da Mata Atlântica, em especial nos últimos 10 anos de monitoramento.
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Resolução comentada
Vamos testar cada afirmação contra o gráfico e o texto.
O gráfico mostra a área desmatada por período (km²) e uma curva de tendência decrescente, que vai de cerca de 1.400\ \text{km}^2 em 1985 a cerca de 100\ \text{km}^2 em 2024.
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Entre 1985 e 1999, as barras ficam em cerca de 1.080 (1985 a 1990), caem para cerca de 1.000 (1991 a 1996) e depois para cerca de 880 (1997 a 1999). Ou seja, nesse período só há quedas em degraus, sem nenhum aumento. Logo, não existem três períodos de elevação, e a (C) é falsa.
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A partir de 2001 os valores caem para cerca de 350 e, depois, para menos de 200. Mesmo havendo picos pontuais (2013, 2016, 2021, 2022), o conjunto mostra redução ao longo da série. Nos últimos 10 anos, os valores ficam em torno de 100 a 300\ \text{km}^2, sem crescimento sustentado. Isso derruba a (E).
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A (A) fala em ciclos sazonais naturais, independentes da ação humana. O gráfico mostra degraus e uma tendência de queda, não ciclos. Além disso, o desmatamento é atividade antrópica, então a (A) é falsa.
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A (B) atribui o mínimo de 2017-2018 à menor procura por madeira de silvicultura. O texto não diz isso, e silvicultura é plantio, não floresta madura. Não se conclui isso dos dados.
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A (D) diz que há redução consistente ao longo da série. Como os degraus decrescentes e a curva de tendência mostram, a queda é geral, apesar das pequenas oscilações pontuais. Essa é a conclusão coerente com o gráfico.
Alternativa D.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AO gráfico não mostra ciclos sazonais, e o desmatamento é causado por ação humana, não por variabilidade climática.
- BAtribui uma causa (menor procura por madeira de silvicultura) que não aparece no texto nem no gráfico.
- CEntre 1985 e 1999 só há quedas em degraus (1.080, 1.000, 880), sem nenhum período de elevação.
- ENos últimos 10 anos os valores ficam baixos, com picos isolados, sem tendência crescente; a curva segue caindo.
Assuntos: interpretação de gráfico, desmatamento da Mata Atlântica.
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