Questão 78 da FUVEST 2021
Os últimos quatro versos do poema rompem com a série de contrapontos entre a usina e o banguê, pois
- Anegam haver diferença química entre o açúcar cristal e o açúcar mascavo.
- Besclarecem que a aparência do açúcar varia com a espécie de cana cultivada.
- Crevelam que na base de toda empresa açucareira está o trabalhador rural.
- Ddenunciam a exploração do trabalho infantil nos canaviais nordestinos.
- Eexplicam que a estação do ano define em qualquer processo o tipo de açúcar.
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Resolução comentada
O poema monta uma série de contrapontos entre a usina e o banguê, isto é, entre a produção industrial e a tradicional. São comparações de aspecto, de processo e de produto: o açúcar cristal, mais claro e refinado, contra o mascavo, mais escuro e rústico.
Os quatro versos finais mudam o foco. Em vez de mais uma oposição entre os dois tipos de engenho, eles apontam o que os dois têm em comum: quem produz o açúcar é o trabalhador rural, que corta a cana e sustenta toda a cadeia, seja na usina moderna, seja no banguê.
Por isso a ruptura é de natureza, e não de grau. A série comparava produtos e modos de produção. O fecho revela o elemento comum, que é o trabalho humano na base da empresa açucareira.
As demais alternativas atribuem aos versos um tema que não rompe a série ou que não aparece no poema: a composição química, a variedade da cana, o trabalho infantil e a estação do ano.
Alternativa C.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AO poema trata de contrastes e do trabalho, não de negar diferenças químicas entre os açúcares.
- BAtribui a aparência do açúcar à espécie de cana, tema que não é abordado nos versos finais.
- DFala em trabalho infantil, que não é mencionado; a denúncia, quando há, é do trabalhador adulto.
- EA estação do ano como definidora do tipo de açúcar não aparece no poema.
Assuntos: interpretação de poema, literatura brasileira.
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