Questão 75 da FUVEST 2019
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 73 A 75

What time is it? That simple question probably is asked more often today than ever. In our clock-studded, cell-phone society, the answer is never more than a glance away, and so we can blissfully partition our days into ever smaller increments for ever more tightly scheduled tasks, confident that we will always know it is 7:03 P.M.
Modern scientific revelations about time, however, make the question endlessly frustrating. If we seek a precise knowledge of the time, the elusive infinitesimal of “now” dissolves into a scattering flock of nanoseconds. Bound by the speed of light and the velocity of nerve impulses, our perceptions of the present sketch the world as it was an instant ago—for all that our consciousness pretends otherwise, we can never catch up.
Even in principle, perfect synchronicity escapes us. Relativity dictates that, like a strange syrup, time flows slower on moving trains than in the stations and faster in the mountains than in the valleys. The time for our wristwatch or digital screen is not exactly the same as the time for our head.
Our intuitions are deeply paradoxical. Time heals all wounds, but it is also the great destroyer. Time is relative but also relentless. There is time for every purpose under heaven, but there is never enough.
Scientific American, October 24, 2014. Adaptado.
De acordo com o texto, considera-se contraditório, em relação à percepção humana do tempo,
- Aseu poder de cura e destruição.
- Bsua natureza pública e privada.
- Cseu caráter ordenado e irregular.
- Dseu sentido de submissão e liberdade.
- Eseu grau de abundância e desperdício.
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Resolução comentada
O trecho decisivo é o último parágrafo, que fala das nossas intuições sobre o tempo e diz que elas são "deeply paradoxical", isto é, profundamente paradoxais ou contraditórias. O texto dá então quatro exemplos dessa contradição:
- "Time heals all wounds, but it is also the great destroyer": o tempo cura todas as feridas, mas também é o grande destruidor.
- "Time is relative but also relentless": o tempo é relativo, mas também implacável.
- "There is time for every purpose under heaven, but there is never enough": há tempo para todo propósito sob o céu, mas nunca há o bastante.
O primeiro exemplo corresponde ao "poder de cura e destruição" da alternativa A, com as mesmas ideias de curar e destruir.
As demais alternativas não aparecem como paradoxo no texto. O texto não opõe tempo público e privado, nem ordenado e irregular, nem submissão e liberdade. A alternativa E chega perto do terceiro exemplo, mas "abundância e desperdício" não é o que o texto diz: ele contrapõe haver tempo para tudo e nunca ter o suficiente, o que é escassez, não desperdício.
Alternativa A.
Pegadinha: A alternativa E engana por lembrar a frase sobre haver tempo para tudo e nunca o bastante, mas troca escassez por desperdício.
Por que as outras alternativas estão erradas
- BO texto não contrapõe tempo público e privado; fala de relógio de pulso e cabeça, em termos de relatividade.
- COrdem e irregularidade não são apresentadas como paradoxo de nossas intuições sobre o tempo.
- DSubmissão e liberdade não aparecem no texto.
- EDistorce a frase "há tempo para tudo, mas nunca é suficiente"; o contraste é com escassez, não com desperdício.
Assuntos: interpretação de texto em inglês, paradoxo.
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