Questão 2 da FUVEST 2007
No interior do Maranhão, uma doença que vitimou muitas pessoas começava com dormência e inchaço nas pernas, evoluindo para paralisia, insuficiência respiratória e cardíaca. Esses sintomas são iguais aos do beribéri, moléstia conhecida há mais de 2.000 anos. Nas primeiras décadas do século XX, o beribéri foi relacionado à carência da vitamina B1, usualmente encontrada em cereais integrais, legumes, ovos e leite. O quadro carencial, comum em lugares pobres, onde a alimentação é inadequada, pode ser agravado pela ingestão de bebidas alcoólicas e pelo contato com agrotóxicos. Como no passado, também hoje, as vítimas do beribéri, no interior do Maranhão, são subnutridas, sendo sua alimentação baseada quase que exclusivamente em arroz branco.
Em uma das comunidades afetadas, foram feitas algumas propostas, visando combater a doença:
I. Incentivar o cultivo de hortas domésticas e a criação de pequenos animais para consumo.
II. Isolar as pessoas afetadas e prevenir a doença com uma campanha de vacinação.
III. Orientar os trabalhadores da região sobre o uso de equipamentos de proteção individual, quando da manipulação de agrotóxicos.
Entre as três propostas, podem contribuir para o combate à doença, apenas
- AI.
- BII.
- CI e II.
- DI e III.
- EII e III.
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Resolução comentada
O beribéri é uma doença carencial: falta de vitamina B_1 (tiamina) na dieta. Não é causada por microrganismo, então não é contagiosa. O texto ainda diz que o quadro pode ser agravado por álcool e por contato com agrotóxicos.
Analisando cada proposta:
- Proposta I: hortas domésticas e pequenos animais fornecem legumes, ovos e leite, fontes de vitamina B_1 citadas no texto. Melhora a dieta, que hoje é quase só arroz branco. Contribui.
- Proposta II: isolar doentes e vacinar só faz sentido para doenças infecciosas. Como o beribéri é carencial, não passa de pessoa para pessoa e não existe vacina. Não contribui.
- Proposta III: o texto cita o contato com agrotóxicos como agravante do quadro. Usar equipamentos de proteção reduz esse contato e ajuda a evitar o agravamento. Contribui.
Portanto, só I e III ajudam no combate à doença.
Alternativa D.
Pegadinha: A alternativa C engana quem confunde doença carencial com doença infecciosa e acha que isolamento e vacina servem para o beribéri.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AIgnora que o texto cita os agrotóxicos como agravante, então a proposta III também ajuda.
- BTrata o beribéri como doença infecciosa, mas ele é carencial e não tem vacina nem contágio.
- CInclui a vacinação/isolamento (II), inútil para doença carencial, e omite a proteção contra agrotóxicos (III).
- EInclui a proposta II, inválida, e deixa de fora a proposta I, que corrige a carência de vitamina B1.
Assuntos: doenças carenciais, vitaminas, saúde e prevenção.
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