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PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 38 da FUVEST 2006

1ª fase · História: Europa no século XIX: socialismo, nacionalismo e unificações

“Para mim, o mais absurdo dos costumes vale mais do que a mais justa das leis. A nossa legislação alemã contenta-se com evocar o espírito atual, notadamente o espírito francês, mas não faz alusão ao espírito do povo”. Essa frase do alemão William Gerlach, em 1810, exprime uma visão

  1. A
    liberal e democrática.
  2. B
    romântica e nacionalista.
  3. C
    socialista e comunitária.
  4. D
    teocrática e tradicionalista.
  5. E
    conservadora e realista.
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Resolução comentada

O contexto é a Alemanha de 1810, sob domínio napoleônico. Nessa época, os territórios alemães receberam leis e instituições inspiradas na França, como o Código Napoleônico, que era universalista e racionalista, herdeiro do Iluminismo.

O autor reage contra isso. Ele diz que o costume, mesmo "absurdo", vale mais que a lei "mais justa". Ou seja, a tradição própria de um povo é colocada acima de uma lei racional importada. Ele também critica a legislação por não fazer alusão ao "espírito do povo" (Volksgeist).

Isso é a marca do Romantismo alemão, que valoriza a tradição, a história, a língua e o costume de cada povo, em oposição ao racionalismo iluminista. Como a crítica se dirige à imposição do "espírito francês", há também uma afirmação da identidade alemã, isto é, nacionalismo.

Conclusão:

  1. A frase rejeita o modelo francês e racionalista, o que exclui o liberalismo democrático.
  2. Ela exalta o costume e o espírito do povo, o que caracteriza o romantismo.
  3. Ela defende a identidade alemã contra a influência estrangeira, o que caracteriza o nacionalismo.

Alternativa B.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AO liberalismo democrático defende leis racionais e universais, justamente o que o autor critica ao rejeitar o espírito francês.
  • CNão há defesa de propriedade coletiva nem de igualdade social; o foco é a tradição e o espírito do povo.
  • DNão há referência a religião nem a um poder fundado em Deus; o argumento é o costume popular.
  • EO autor não defende a ordem monárquica ou o realismo político, e sim a identidade cultural do povo alemão contra a influência francesa.

Assunto: Europa no século XIX: socialismo, nacionalismo e unificações.

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