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Questão 34 da FUVEST 2006

1ª fase · História: Baixa Idade Média: Cruzadas, renascimento comercial e crise do século XIV

Segundo o historiador Robert S. Lopez (A Revolução Comercial da Idade Média 950-1350), “o estatuto dos construtores das catedrais medievais representava um grande progresso relativamente à condição miserável dos escravos que erigiram as Pirâmides e dos forçados que construíram os aquedutos romanos”. As catedrais medievais foram construídas por

  1. A
    artesãos livres e remunerados.
  2. B
    citadinos voluntários trabalhando em mutirão.
  3. C
    camponeses que prestavam trabalho gratuito.
  4. D
    mão de obra especializada e estrangeira.
  5. E
    servos rurais recompensados com a liberdade.
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Resolução comentada

O trecho de Lopez compara a condição dos construtores de catedrais com a de escravos (Pirâmides) e forçados (aquedutos romanos). Ele diz que o estatuto medieval era um "grande progresso", ou seja, os construtores não eram escravos nem trabalhadores compulsórios.

O contexto é o renascimento urbano e comercial dos séculos XI a XIII. As catedrais góticas eram obras das cidades, e a construção durava décadas. Isso exigia profissionais qualificados: pedreiros, escultores, vitralistas e carpinteiros. Eles se organizavam em corporações de ofício e recebiam salário ou pagamento pelo trabalho. Eram homens livres, e não servos presos à terra.

Confrontando com as alternativas:

  1. Trabalho voluntário em mutirão existiu em casos pontuais, mas não explica a construção, que dependia de especialistas pagos.
  2. Trabalho gratuito de camponeses lembraria as obrigações servis (corveia), que é justamente o que o texto contrasta com a ideia de progresso.
  3. A origem estrangeira não é o ponto do texto, que trata da condição jurídica e social do trabalhador.
  4. A libertação de servos como recompensa não corresponde ao padrão histórico.

O que o texto destaca é a condição livre e remunerada do artesão urbano.

Alternativa A.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • BAtribui a obra a voluntários em mutirão, ignorando que ela exigia profissionais especializados e pagos.
  • CTrabalho gratuito de camponeses seria corveia servil, o oposto do "progresso" que o texto afirma.
  • DA nacionalidade do trabalhador não é o critério do texto, que fala da condição social e jurídica.
  • ENão havia libertação de servos como pagamento pela construção das catedrais.

Assunto: Baixa Idade Média: Cruzadas, renascimento comercial e crise do século XIV.

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