Questão B01 da 2ª fase da FUVEST 2025
“Diretor-Geral da OMS declara o surto de mpox uma emergência de saúde pública de importância internacional. Após o surgimento de uma nova variação de mpox, a sua rápida propagação no leste da República Democrática do Congo e a notificação de casos em vários países vizinhos, está claro que é necessária uma resposta internacional coordenada para deter esses surtos e salvar vidas.
O vírus da mpox possui DNA como material genético, envolto em uma estrutura de proteínas, dentro de uma membrana lipoproteica, conforme esquema ao lado.

Até agosto de 2024, havia apenas uma vacina aprovada para uso contra a mpox na União Europeia e nos países do Espaço Econômico Europeu, assim como no Reino Unido, Estados Unidos, Suíça e Canadá. No Brasil, a Universidade Federal de Minas Gerais está desenvolvendo a primeira vacina contra mpox, utilizando vírus inativado.”
Disponível em https://g1.globo.com/saude/noticia/2024/08/20/.
a) Cite uma forma de prevenção contra a mpox.
b) Qual é a classe de moléculas específica do vírus que gera resposta imunológica em indivíduos vacinados? Justifique a sua resposta.
c) Que tipo de evento influencia o surgimento de novas variantes de vírus? Justifique a sua resposta.
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Resolução comentada
Resolução comentada
a) A mpox se transmite principalmente por contato próximo com pessoas infectadas (lesões de pele, secreções, fluidos corporais) e por objetos contaminados, como roupas e roupas de cama. Por isso, a prevenção passa por evitar contato físico próximo com pessoas com suspeita ou diagnóstico da doença, isolar os doentes, higienizar as mãos, não compartilhar objetos pessoais e se vacinar quando indicado. Basta citar uma dessas formas.
Uma forma de prevenção: evitar contato direto com pessoas infectadas e com objetos contaminados por elas (ou se vacinar).
b) A vacina é feita com vírus inativado, isto é, o vírus não se replica, mas mantém suas estruturas. O sistema imune reconhece como antígenos moléculas estranhas ao organismo, e o esquema mostra que o vírus tem lipídeos, proteínas e DNA. Os lipídeos da membrana são comuns às células do hospedeiro, e o DNA é igual em natureza química ao do hospedeiro, portanto são pouco imunogênicos. As proteínas, por serem específicas do vírus, sobretudo as projetadas na superfície, são reconhecidas por linfócitos B e por anticorpos. Isso gera resposta imunológica e células de memória, que protegem numa infecção futura.
Proteínas (as da superfície viral, que atuam como antígenos), por serem específicas do vírus e reconhecidas pelo sistema imune.
c) As novas variantes surgem por mutações no material genético viral, isto é, alterações na sequência de nucleotídeos do DNA, geralmente por erros na replicação dentro da célula hospedeira. Essas mutações geram variabilidade genética. Quando uma mutação confere vantagem, como maior transmissibilidade ou escape dos anticorpos, a seleção natural favorece a variante, que passa a se propagar mais. Eventos de recombinação genética entre vírus que infectam a mesma célula também podem contribuir.
Mutações (alterações no DNA viral), que geram variabilidade sobre a qual atua a seleção natural.
Assuntos: vírus, imunologia e vacinas, mutação e seleção natural.
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