Questão G04 da 2ª fase da FUVEST 2019
Tsunamis são ondas de grandes dimensões e destrutivas que têm sua origem sob os oceanos, podendo atingir as linhas de costa e causar grandes danos. Dentre os eventos de tsunami mais recentes, pode-se citar o ocorrido na Indonésia em setembro de 2018, com mais de 1.600 vítimas.

a) A maior frequência de ondas ocorre no oceano mais profundo ou nas águas mais rasas?
b) Observando a figura, qual é o processo gerador dos tsunamis? Explique.
c) Cite e explique um evento natural ou de origem antrópica que teve suas consequências causadas ou agravadas pela ocorrência de um tsunami.
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Resolução comentada
a) Frequência é o número de cristas que passam por um ponto em cada intervalo de tempo. Quando a onda chega às águas rasas, a profundidade diminui, a velocidade cai e as cristas se aproximam, como mostra a figura. Mas o período da onda, que é o tempo entre duas cristas sucessivas, se mantém. Por isso a frequência, que é o inverso do período, é a mesma em toda a propagação. Em termos estritos, a frequência não muda do oceano profundo para as águas rasas.
O que muda é o comprimento de onda, que diminui, e a altura, que aumenta. Se a banca entender "frequência" como a densidade espacial de cristas, ou seja, ondas mais próximas umas das outras, a resposta esperada é águas rasas. Na prova, convém dizer isso: a maior concentração de cristas por distância ocorre nas águas rasas, embora a frequência temporal seja constante.
Nas águas rasas, as cristas ficam mais próximas, com ondas mais altas e menor comprimento de onda; a frequência temporal em si é conservada.
b) O processo gerador mostrado na figura é o movimento tectônico de um bloco falhado no assoalho oceânico, isto é, um terremoto submarino (abalo sísmico).
As placas tectônicas se movimentam e acumulam tensão. Ao se romper, a falha desloca verticalmente um bloco da crosta, que sobe em relação ao outro. Esse soerguimento empurra a coluna de água acima dele, que ascende de uma vez. A água desloca-se, tenta recuperar o equilíbrio e gera ondas que se propagam em todas as direções, com enorme energia. Ao chegarem à costa, na região rasa, elas perdem velocidade, ganham altura e atingem o litoral com força destrutiva.
Terremoto submarino: o deslocamento vertical de um bloco da crosta numa falha desloca a coluna de água e origina as ondas.
c) Um exemplo é o acidente nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, em março de 2011. Um terremoto de magnitude 9 no Pacífico, na zona de subducção da costa do Japão, gerou um tsunami com ondas de mais de 10 m. O terremoto já havia desligado os reatores automaticamente, mas o tsunami inundou a usina, destruiu os geradores de emergência e interrompeu o resfriamento do combustível nuclear. Houve superaquecimento, explosões e vazamento de material radioativo. Dezenas de milhares de pessoas foram evacuadas e a área ficou contaminada.
Outros exemplos aceitáveis: o tsunami do Oceano Índico em 2004, que agravou a destruição no litoral da Indonésia e da Tailândia.
Fukushima (Japão, 2011): o tsunami causado pelo terremoto inundou a usina nuclear, interrompeu o resfriamento dos reatores e agravou o acidente, com vazamento radioativo.
Assuntos: tsunamis, tectonismo e terremotos, desastres naturais.
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