Questão 6 (2º dia) da 2ª fase da FUVEST 2017

2º dia · Biologia

Uma determinada malformação óssea de mãos e pés tem herança autossômica dominante. Entretanto, o alelo mutante que causa essa alteração óssea não se manifesta em 30\% das pessoas heterozigóticas, que, portanto, não apresentam os defeitos de mãos e pés.

Considere um casal em que a mulher é heterozigótica e apresenta essa alteração óssea, e o homem é homozigótico quanto ao alelo normal.

a) Que genótipos podem ter as crianças clinicamente normais desse casal? Justifique sua resposta.

b) Qual é a probabilidade de que uma criança que esse casal venha a ter não apresente as alterações de mãos e pés? Justifique sua resposta.

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Resolução comentada

a) Chame de A o alelo mutante (dominante) e de a o alelo normal. A mulher é Aa e o homem é aa. Ela forma gametas A e a na proporção de 1/2 cada, e ele forma apenas gametas a. Os filhos só podem ser Aa ou aa.

Os filhos aa são normais, pois não têm o alelo mutante. Os filhos Aa também podem ser clinicamente normais, porque o alelo mutante tem penetrância incompleta: ele não se manifesta em 30\% dos heterozigotos.

As crianças clinicamente normais podem ser aa (homozigotas recessivas) ou Aa (heterozigotas em que o alelo mutante não se manifestou).

b) Calculamos a probabilidade de cada caso e somamos.

  1. Criança aa: \frac{1}{2} (ela recebe o alelo a da mãe). Essa criança é sempre normal.
  2. Criança Aa: \frac{1}{2}. Ela é normal com probabilidade 30\% = 0{,}3, então a probabilidade de ser Aa e normal é \frac{1}{2}\cdot 0{,}3 = 0{,}15.

Somando os dois casos:

P = 0{,}5 + 0{,}15 = 0{,}65

A probabilidade é de 65\% (0,65).

Assuntos: herança autossômica dominante, penetrância incompleta, probabilidade em genética.

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