Questão G04 da 2ª fase da FUVEST 2009

Os ciclones tropicais formam-se sobre os oceanos, em região onde a água é quente e o vapor d’água, abundante. Eles nem sempre evoluem para um furacão, mas suas trajetórias no Atlântico Norte favorecem essa evolução.
a) Caracterize os furacões quanto às latitudes e às pressões atmosféricas das áreas em que se originam.
b) Identifique as regiões onde os furacões ficam enfraquecidos em suas trajetórias.
c) Caracterize os impactos sociais e infra-estruturais dos furacões sobre países insulares na área representada acima. Cite, ao menos, um desses países como exemplo.
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Resolução comentada
a) Os furacões se originam em baixas latitudes, na zona intertropical, em geral entre cerca de 5° e 20° de latitude (norte ou sul), mas não sobre o Equador, onde a força de Coriolis é quase nula e não produz a rotação do sistema. Nascem sobre oceanos de águas quentes, acima de aproximadamente 26 °C, que fornecem calor e vapor d'água. O ar quente e úmido sobe, e a condensação libera calor latente, o que alimenta o sistema. Formam-se em áreas de baixa pressão atmosférica (centros ciclonais ou depressões), para onde o ar converge e gira. No Hemisfério Norte, o giro é anti-horário. Quanto mais intensos, menor a pressão no centro (olho do furacão).
Resposta: originam-se em baixas latitudes intertropicais, sobre oceanos quentes, em áreas de baixa pressão (ciclonais).
b) Os furacões perdem força quando deixam o oceano quente e perdem a fonte de calor e umidade. Isso ocorre de duas formas. Ao penetrarem no continente, eles se enfraquecem pelo atrito com o relevo e pela falta de umidade. No mapa, isso se vê na costa do Golfo do México e no sul dos EUA, como na trajetória de Galveston, que passa de D a Tempestade Tropical (TT) ao entrar no território norte-americano. Ao se deslocarem para latitudes médias e altas do Atlântico Norte (costa nordeste dos EUA, Canadá, Atlântico Norte), eles encontram águas mais frias e ar mais frio e seco, e se dissipam ou se tornam ciclones extratropicais. Na região do Caribe e das Antilhas, as ilhas também podem reduzir a intensidade, mas de modo menor.
Resposta: enfraquecem-se ao atingir o continente (Golfo do México, sul e leste dos EUA) e ao se deslocarem para latitudes médias e altas do Atlântico Norte, de águas frias.
c) Os países insulares do Caribe estão na rota mais frequente dos ciclones, como mostra o mapa de 1980-2005. Entre eles estão Cuba, Haiti, República Dominicana, Jamaica e Bahamas. Os ventos fortes, as chuvas intensas e a ressaca provocam inundações e deslizamentos. Os impactos sociais incluem mortes, feridos, desabrigados, perda de moradias, fome, surtos de doenças por falta de água potável e saneamento e êxodo da população. Os impactos infraestruturais incluem destruição de casas, estradas, pontes, portos, aeroportos, redes de energia e comunicação e lavouras, o que prejudica a economia, que depende de agricultura e turismo. Países pobres, como o Haiti, sofrem mais, pois têm moradias precárias, desmatamento (que agrava os deslizamentos) e pouca capacidade de reconstrução ou de prevenção. Cuba, por sua vez, tem planos de evacuação e reduz o número de vítimas, mas sofre grandes prejuízos materiais.
Resposta: causam mortes, desabrigados, doenças e destruição de moradias, portos, estradas, energia e lavouras; por exemplo, Haiti e Cuba.
Assuntos: furacões e ciclones tropicais, dinâmica atmosférica, desastres naturais no caribe.
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