PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão G08 da 2ª fase da FUVEST 2007

2ª fase · Geografia · Geografia: Biodiversidade e unidades de conservação

Mapa do Brasil indicando a distribuição da Mata Atlântica, com uma legenda dividida entre a área 1, em cinza, e a área 2, em preto pontual ao longo do litoral e interior.

Fonte: Atlas geográfico escolar, IBGE, 2002.

A Mata Atlântica é reconhecida como um dos biomas mais importantes do mundo, principalmente em função de sua alta diversidade e endemismo. No entanto, existe uma grande preocupação com alguns de seus aspectos geográficos atuais: o tamanho diminuto e a fragmentação de suas áreas remanescentes.

a) Identifique as áreas 1 e 2 da Mata Atlântica, representadas no mapa.

b) Explique por que os corredores ecológicos, vistos como elo de ligação entre áreas fragmentadas, podem ser instrumentos auxiliares na preservação dos biomas brasileiros. Justifique sua resposta, analisando a atual situação da Mata Atlântica.

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Resolução comentada

a) O mapa compara a distribuição original da Mata Atlântica com o que resta dela. A área 1, em cinza, é a área original (primitiva) do bioma. Ela se estendia de forma quase contínua pelo litoral, do Nordeste ao Rio Grande do Sul, e penetrava no interior do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste (MS, GO). A área 2, em preto, são os remanescentes atuais, isto é, a cobertura florestal que sobrou. Ela aparece em manchas pequenas e isoladas, com exceção da faixa mais contínua da Serra do Mar, entre o litoral sul de São Paulo e o Paraná e Santa Catarina. Essa faixa se mantém em parte pelo relevo escarpado, que dificultou a ocupação.

Área 1: cobertura original da Mata Atlântica; área 2: remanescentes atuais, muito reduzidos e fragmentados.

b) Corredores ecológicos são faixas de vegetação que ligam fragmentos florestais isolados. Eles permitem o fluxo de fauna e flora entre as áreas.

Na Mata Atlântica isso é essencial. O bioma foi devastado desde a colonização, pelo ciclo do pau-brasil, pela cana, pelo café, pela urbanização e industrialização e pela agropecuária. O que restou são poucos por cento da área original, em manchas pequenas e separadas, como mostra o mapa.

O isolamento traz vários problemas:

  1. as populações ficam pequenas e isoladas, com cruzamentos entre parentes e perda de variabilidade genética, o que aumenta o risco de extinção, sobretudo de espécies endêmicas;
  2. animais não conseguem se deslocar para buscar alimento, abrigo e parceiros;
  3. o efeito de borda, com mais luz, vento e fogo, degrada os fragmentos pequenos;
  4. a dispersão de sementes e a polinização ficam comprometidas.

Os corredores reconectam esses fragmentos, restabelecem o fluxo gênico e ampliam o habitat efetivo. Com isso mantêm a biodiversidade e a resiliência do bioma. Isso vale também para os demais biomas brasileiros ameaçados, como o Cerrado.

Os corredores ligam fragmentos isolados e permitem fluxo gênico e deslocamento da fauna, o que é vital na Mata Atlântica, hoje reduzida a pequenos remanescentes.

Assuntos: Biodiversidade e unidades de conservação, Biomas e domínios morfoclimáticos do Brasil.

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