Questão 3 do ENEM 2024 (espanhol)

1º dia · Linguagens, Códigos

Celerina Patricia Sánchez Santiago comentó que su acercamiento a la poesía fue por la escuela, con libros de texto en español. Descubrió el gusto por las letras pero notó que no había textos en la suya, así que, contra muchos comentarios negativos que recibió en ese momento, decidió emprender el camino de la escritura pero en mixteco. “Fue un proceso de años para notar que en mi lengua podía escribir poesía, porque me decían que mi lengua era tan pobre que no podía tener conceptos abstractos, era un reto pero yo sabía que sí era posible”.

Este proceso no sólo le ayudó a vivir la poesía en mixteco, sino a “ir descubriendo mi propia historia y la de mi pueblo”. Comentó que las lenguas habladas en el territorio nacional se encuentran en gran desventaja con el español. “El reconocimiento a la diversidad no se ha hecho y ha sido tratada de borrar. Este es un país con 68 lenguas y somos monolingües del español. Antes había nulo de reconocimiento de ser bilingüe, negabas que hablabas tu lengua, hasta le decían dialecto. Era parte del proceso fatal que nos llevó a no reconocernos en un país multilingüe. ¿Si tenemos varias lenguas por qué no aprender?”.

Disponível em: www.fapcom.edu.br. Acesso em: 20 nov. 2021.

Em sua escrita poética, a poetisa mexicana Celerina Patricia Sánchez Santiago assume o desafio de

  1. A
    destacar a importância da literatura na formação escolar.
  2. B
    discutir a hegemonia da literatura escrita em espanhol.
  3. C
    promover reflexões acerca de conceitos abstratos.
  4. D
    representar a pluralidade linguística de seu país.
  5. E
    narrar uma trajetória de autoconhecimento.
Resolução comentada

O texto conta que Celerina conheceu a poesia na escola, por livros em espanhol, e notou que não havia textos em sua língua materna. Mesmo diante de comentários negativos, decidiu escrever poesia em mixteco, língua indígena do México.

O desafio dela é, portanto, escrever em uma língua minorizada, que diziam ser "pobre" demais para conceitos abstratos. Com isso, ela dá lugar literário a uma das 68 línguas do país.

Na segunda parte, ela critica o apagamento da diversidade ("El reconocimiento a la diversidad no se ha hecho y ha sido tratada de borrar") e lamenta que o país seja "monolingüe del español", embora multilíngue. Ela pergunta: "¿Si tenemos varias lenguas por qué no aprender?".

Conferindo as alternativas:

  1. A trata da escola, mas isso é só o ponto de partida dela, não o desafio.
  2. B: a hegemonia do espanhol aparece como pano de fundo, mas o desafio é escrever em mixteco, não discutir a literatura em espanhol.
  3. C: os conceitos abstratos são um preconceito contra o mixteco, que ela rebate escrevendo poesia. Não é o objetivo da escrita.
  4. E: o autoconhecimento é um efeito do processo ("descubriendo mi propia historia"), não o desafio.
  5. D: escrever em mixteco e defender o reconhecimento das línguas do país representa a pluralidade linguística mexicana.

Alternativa D.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AA escola é só o lugar do primeiro contato com a poesia, não o desafio assumido na escrita.
  • BA hegemonia do espanhol é o contexto; ela escreve em mixteco, e não discute a literatura em espanhol.
  • COs conceitos abstratos são o preconceito que ela rebate, não o tema da sua poesia.
  • EO autoconhecimento é consequência do processo, não o desafio central, que é dar voz à diversidade linguística.

Assuntos: interpretação de texto em espanhol, diversidade linguística.

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