PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 121 do ENEM 2017
A invenção do LED azul, que permite a geração de outras cores para compor a luz branca, permitiu a construção de lâmpadas energeticamente mais eficientes e mais duráveis do que as incandescentes e fluorescentes. Em um experimento de laboratório, pretende-se associar duas pilhas em série para acender um LED azul que requer 3,6 volts para o seu funcionamento. Considere as semirreações de redução e seus respectivos potenciais mostrados no quadro.
| Semirreação de redução | E^\Theta\text{ (V)} |
|---|---|
| \ce{Ce^{4+} (aq) + e- -> Ce^{3+} (aq)} | +1{,}61 |
| \ce{Cr2O7^{2-} (aq) + 14 H+ (aq) + 6 e- -> 2 Cr^{3+} (aq) + 7 H2O (l)} | +1{,}33 |
| \ce{Ni^{2+} (aq) + 2 e- -> Ni (s)} | -0{,}25 |
| \ce{Zn^{2+} (aq) + 2 e- -> Zn (s)} | -0{,}76 |
Qual associação em série de pilhas fornece diferença de potencial, nas condições-padrão, suficiente para acender o LED azul?
- A

- B

- C

- D

- E

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Resolução comentada
Em uma pilha, o cátodo é o eletrodo de maior potencial de redução, e a ddp é \Delta E = E_{\text{maior}} - E_{\text{menor}}. Para a associação em série, as ddps das duas pilhas se somam, e o total precisa ser de pelo menos 3{,}6\ \text{V}.
Pilhas possíveis (cátodo − ânodo):
- Ce⁴⁺/Ce³⁺ com Ni: 1{,}61-(-0{,}25)=1{,}86\ \text{V}
- Ce⁴⁺/Ce³⁺ com Zn: 1{,}61-(-0{,}76)=2{,}37\ \text{V}
- Cr₂O₇²⁻/Cr³⁺ com Ni: 1{,}33-(-0{,}25)=1{,}58\ \text{V}
- Cr₂O₇²⁻/Cr³⁺ com Zn: 1{,}33-(-0{,}76)=2{,}09\ \text{V}
- Ce com Cr: 1{,}61-1{,}33=0{,}28\ \text{V}
- Ni com Zn: -0{,}25-(-0{,}76)=0{,}51\ \text{V}
Na associação em série, o fio liga o polo negativo (ânodo) de uma pilha ao polo positivo (cátodo) da outra. O LED fica entre o cátodo livre da primeira e o ânodo livre da segunda.
As figuras A e B ligam ânodo a ânodo ou cátodo a cátodo, ou formam pilhas de ddp baixa, e não somam o suficiente. Na figura A, por exemplo, Ce/Ni dá 1{,}86 e Zn/Cr dá 2{,}09, mas o fio liga o Ni (ânodo) ao Zn (ânodo), o que subtrai as ddps.
Na figura C: pilha 1 = Ce/Zn (2{,}37), com Zn ânodo ligado ao grafite do Cr, cátodo da pilha 2 formada por Cr/Ni (1{,}58). Isso liga ânodo a cátodo, então soma: 2{,}37+1{,}58=3{,}95\ \text{V}, que é maior que 3{,}6\ \text{V}.
Na figura E, o Zn ânodo se liga ao grafite do Cr (pilha Ce/Cr, 0{,}28) e a pilha Zn/Ni dá 0{,}51, bem abaixo do necessário.
Alternativa C.
Pegadinha: As alternativas A e C usam pares de metais parecidos, mas só C liga ânodo ao cátodo e soma 3,95 V; a ligação em A subtrai as ddps.
Por que as outras alternativas estão erradas
- ALiga ânodo (Ni) a ânodo (Zn), então as ddps de 1,86 V e 2,09 V não se somam como em série.
- BPilhas Ce/Zn e Ni/Cr com ligação Zn–Ni, ânodo com cátodo invertido nas polaridades, não chega a 3,6 V.
- DUsa pilhas Ce/Cr (0,28 V) e Ni/Zn (0,51 V), somando muito pouco.
- ETambém combina Ce/Cr (0,28 V) com Ni/Zn (0,51 V), ddp total insuficiente.
Assunto: Pilhas e potencial de redução.
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