Questão 6 do ENEM PPL 2019
De vez em quando, nas redes sociais, a gente se pega compartilhando notícias falsas, fotos modificadas, boatos de todo tipo. O problema é quando a matéria é falsa. E, pior ainda, se é uma matéria falsa que não foi criada por motivos humorísticos ou literários (sim, considero o “jornalismo ficcional” uma interessante forma de literatura), mas para prejudicar a imagem de algum partido ou de algum político, não importa de que posição ou tendência. Inventa-se uma arbitrariedade ou falcatrua, joga-se nas redes sociais e aguarda-se o resultado. Nesse caso, a multiplicação da notícia falsa (que está sempre sujeita a ser denunciada juridicamente como injúria, calúnia ou difamação) se dá em várias direções.
Antes de curtir, comentar ou compartilhar, procuro checar as fontes, ir aos links originais.
TAVARES, B. Disponível em: www.cartafundamental.com.br. Acesso em: 20 jan. 2015 (adaptado).
O texto expõe a preocupação de uma leitora de notícias on-line de que o compartilhamento de conteúdos falsos pode ter como consequência a
- Adisplicência natural das pessoas que navegam pela internet.
- Bdesconstrução das relações entre jornalismo e literatura.
- Cimpossibilidade de identificação da origem dos textos.
- Ddisseminação de ações criminosas na internet.
- Eobtenção de maior popularidade nas redes.
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Resolução comentada
O texto trata de notícias falsas nas redes. A autora separa dois tipos: o conteúdo criado com fins humorísticos ou literários (o "jornalismo ficcional"), que ela aceita, e a matéria falsa criada "para prejudicar a imagem de algum partido ou de algum político".
Sobre esse segundo tipo, ela diz que a notícia "está sempre sujeita a ser denunciada juridicamente como injúria, calúnia ou difamação". Ou seja, quem inventa e espalha o boato comete atos que a lei classifica como crime. A multiplicação da notícia falsa "se dá em várias direções", isto é, esses atos se espalham pelas redes.
A consequência apontada é, portanto, a disseminação de ações criminosas na internet.
Os outros itens não aparecem no texto:
- A autora não fala em displicência natural das pessoas; ela mesma diz que checa as fontes.
- Ela valoriza o jornalismo ficcional como literatura, então não há desconstrução dessa relação.
- Ela recomenda ir aos links originais, o que pressupõe que a origem pode ser identificada.
- Não há menção a popularidade nas redes.
Alternativa D.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AO texto não atribui displicência natural às pessoas; a autora mesmo checa as fontes antes de compartilhar.
- BA autora considera o jornalismo ficcional uma forma legítima de literatura, sem falar em desconstrução da relação.
- CEla recomenda ir aos links originais, logo a origem pode ser identificada; o texto não fala em impossibilidade.
- EPopularidade nas redes não é mencionada como consequência; a preocupação é com o dano à imagem e com os crimes.
Assuntos: interpretação de texto, notícias falsas, compreensão de argumento.
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