Questão 56 do ENEM PPL 2018
Quanto aos campos de batalha, os nomes de ilhas melanésias e assentamentos nos desertos norte-africanos, na Birmânia e nas Filipinas tornaram-se tão conhecidos dos leitores de jornais e radiouvintes quanto os nomes de batalhas no Ártico e no Cáucaso, na Normandia, em Stalingrado e em Kursk. A Segunda Guerra Mundial foi uma aula de geografia.
HOBSBAWM, E. Era dos extremos – o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 1997 (adaptado).
Um dos principais acontecimentos do século XX, a Segunda Grande Guerra (1939-1945) foi interpretada no texto como uma aula de geografia porque
- Ateve-se ciência de lugares outrora ignorados.
- Bforam modificadas fronteiras e relações interestatais.
- Cutilizaram mapas estratégicos os exércitos nela envolvidos.
- Dtratou-se de um acontecimento que afetou a economia global.
- Etornou o continente europeu o centro das relações internacionais.
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Resolução comentada
O texto de Hobsbawm lista lugares distantes e pouco conhecidos do grande público: ilhas da Melanésia, assentamentos no deserto norte-africano, Birmânia, Filipinas, o Ártico e o Cáucaso. Ele afirma que esses nomes se tornaram "tão conhecidos" quanto os de batalhas famosas, como Normandia, Stalingrado e Kursk, para quem lia jornais e ouvia rádio.
A ideia central é que a guerra, por ser mundial, levou o público comum a conhecer lugares que antes ignorava. É isso que o autor chama de "aula de geografia": aprender onde ficam esses lugares porque as notícias falavam deles.
Passos do raciocínio:
- O texto fala de nomes de lugares e de quem os conhecia (leitores e radiouvintes).
- Não menciona mudança de fronteiras, uso de mapas, economia ou centralidade da Europa.
- A metáfora da "aula" indica aprendizado, ou seja, passar a conhecer espaços antes desconhecidos.
Portanto, a guerra foi uma aula de geografia porque difundiu o conhecimento de lugares antes ignorados.
Alternativa A.
Por que as outras alternativas estão erradas
- Bas mudanças de fronteiras ocorreram de fato, mas o texto trata do conhecimento dos lugares, não de alterações territoriais.
- Co uso de mapas estratégicos pelos exércitos não aparece no texto, que foca no público leitor e ouvinte.
- Do impacto econômico global é verdadeiro, mas não é o assunto do trecho.
- Eo texto cita lugares de vários continentes, não a centralidade europeia.
Assuntos: segunda guerra mundial, interpretação de texto histórico.
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