Questão 40 do ENEM PPL 2018
Talvez julguem que isto são voos de imaginação: é possível. Como não dar largas à imaginação, quando a realidade vai tomando proporções quase fantásticas, quando a civilização faz prodígios, quando no nosso próprio país a inteligência, o talento, as artes, o comércio, as grandes ideias, tudo pulula, tudo cresce e se desenvolve?
Na ordem dos melhoramentos materiais, sobretudo, cada dia fazemos um passo, e em cada passo realizamos uma coisa útil para o engrandecimento do país.
ALENCAR, J. Ao correr da pena. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 12 ago. 2013.
No fragmento da crônica de José de Alencar, publicada em 1854, a temática nacionalista constrói-se pelo elogio ao(à)
- Apassado glorioso.
- Bprogresso nacional.
- Cinteligência brasileira.
- Dimponência civilizatória.
- Eimaginação exacerbada.
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Resolução comentada
O trecho é uma crônica de 1854 em que Alencar defende que a imaginação não é exagero, pois a realidade do país já parece fantástica. Ele enumera o que cresce no Brasil: inteligência, talento, artes, comércio, grandes ideias.
O segundo parágrafo resume o argumento: "na ordem dos melhoramentos materiais, sobretudo, cada dia fazemos um passo, e em cada passo realizamos uma coisa útil para o engrandecimento do país". Ou seja, o cronista exalta o avanço contínuo, o desenvolvimento e a modernização da nação.
O nacionalismo, portanto, se constrói pelo elogio ao progresso nacional.
Conferindo as demais opções:
- Não há referência ao passado, apenas ao presente de crescimento.
- A inteligência é só um dos elementos citados, não o foco.
- A "civilização que faz prodígios" é um dado geral, e o foco é o país.
- A imaginação é o ponto de partida do argumento, não o objeto do elogio.
Alternativa B.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AO texto fala do presente e do futuro em crescimento, sem exaltar nenhum passado glorioso.
- CA inteligência aparece só como um item da enumeração do que cresce, não como tema central.
- DA civilização que faz prodígios é referência geral; o elogio se dirige ao desenvolvimento do país.
- EA imaginação é a justificativa inicial do cronista, não aquilo que ele elogia.
Assuntos: interpretação de texto, romantismo, crônica.
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