Questão 95 do ENEM PPL 2014 (espanhol)

2º dia · Linguagens, Códigos

Retomando la inquietud propia y de tanta gente contraria a la denominación racista y xenófoba “Día de la Raza” usada para el feriado 12 de octubre, donde se recuerda el arribo de los primeros europeos a tierras posteriormente nombradas América, reforzamos la idea sumando agrupaciones e independientes de la militancia ciudadana motivados por lo mismo. Puede parecer menor, pero un nombre dice mucho. Es un símbolo, una representación, un código que resume infinidad de cosas desde lo objetivo y desde lo subjetivo. Y lamentablemente no hubo “descubrimiento” sino despojo y apropiación. No hubo “encuentro” sino saqueo y masacre. La propuesta es que la sociedad uruguaya logre una frase sustantiva que guarde memoria de los hechos, apostando a un presente y futuro fraternal e igualitario, y a una convivencia sin hegemonías ni predominios culturales aunque así haya sido el origen de nuestra historia.

ANDRADE, S. No más Día de la Raza. América Latina en movimiento. Disponível em: http://alainet.org. Acesso em: 22 fev. 2012 (adaptado).

Com a expressão Día de la Raza, faz-se referência à chegada dos primeiros europeus em território americano e denomina-se a comemoração desse dia. A autora do texto sugere o fim dessa denominação no Uruguai, acreditando que

  1. A
    a nomenclatura adotada será esquecida, porque é de conhecimento geral que não houve descoberta.
  2. B
    a reivindicação convencerá outros grupos e adeptos, porque muitos desconhecem esse nome.
  3. C
    a sociedade deve encontrar uma frase significativa para a preservação da lembrança dos fatos.
  4. D
    o convívio permitirá o esquecimento dos massacres, porque não houve encontro no passado.
  5. E
    o presente e o futuro são e serão fraternais e igualitários para o estímulo do predomínio cultural.
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Resolução comentada

O texto critica o nome "Día de la Raza", chamado de racista e xenófobo, e defende sua substituição. A autora afirma que "un nombre dice mucho": é um símbolo, uma representação. Por isso, para ela, a mudança não é um detalhe.

No final, ela apresenta a proposta: "que la sociedad uruguaya logre una frase sustantiva que guarde memoria de los hechos". Em português: que a sociedade uruguaia consiga uma frase significativa que preserve a memória dos fatos. Ou seja, o novo nome deve manter viva a lembrança do que aconteceu (despojo, saque, massacre), sem esconder a história.

A proposta também mira um presente e um futuro fraternos e igualitários, sem hegemonias culturais. Isso é um objetivo a alcançar, não algo que já exista.

A alternativa que reproduz a ideia central é a que diz que a sociedade deve encontrar uma frase significativa para preservar a lembrança dos fatos.

Alternativa C.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AO texto não diz que a nomenclatura será esquecida; a autora pede que ela seja substituída, e a ideia de que todos sabem que não houve descoberta é inventada.
  • BA autora fala de agrupações que já compartilham a inquietude, não de convencer quem desconhece o nome.
  • DInverte o sentido: o objetivo é guardar a memória dos massacres, não permitir o esquecimento.
  • EContradiz o texto, que defende uma convivência sem predomínios culturais, e trata o futuro fraterno como meta, não como fato já garantido.

Assuntos: interpretação de texto em espanhol, ideia central do texto.

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