PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 77 do ENEM PPL 2013

1º dia · Ciências da Natureza · Biologia: Clonagem, células-tronco e terapia gênica

O estudo do comportamento dos neurônios ao longo de nossa vida pode aumentar a possibilidade de cura do autismo, uma doença genética. A ilustração do experimento mostra a criação de neurônios normais a partir de células da pele de pacientes com autismo:

Infográfico em cinco etapas do experimento: 1 - Extração (células de pele de pacientes autistas e saudáveis); 2 - Regressão (regressão a células-tronco); 3 - Redes neurais (em ambiente que imita o cérebro, com vitaminas e sais, células-tronco viram neurônios); 4 - Defeito (neurônios de autistas se atrofiam e fazem menos sinapses); 5 - Revitalização (hormônio IGF1 e antibiótico Gentamicina revertem a atrofia, comparando Neurônio Normal e Neurônio Autista).

HEIDRICH, G. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com. Acesso em: 29 ago. 2011 (adaptado).

Analisando-se o experimento, a diferenciação de células-tronco em neurônios ocorre estimulada pela

  1. A
    extração e utilização de células da pele de um indivíduo portador da doença.
  2. B
    regressão das células epiteliais a células-tronco em um meio de cultura apropriado.
  3. C
    atividade genética natural do neurônio autista num meio de cultura semelhante ao cérebro.
  4. D
    aplicação de um fator de crescimento (hormônio IGF1) e do antibiótico Gentamicina no meio de cultura.
  5. E
    criação de um meio de cultura de células que imita o cérebro pela utilização de vitaminas e sais minerais.
Escolha uma alternativa para conferir o gabarito.
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Resolução comentada

O que a questão pede é o estímulo que faz a célula-tronco virar neurônio, ou seja, a etapa de diferenciação. Célula-tronco é uma célula indiferenciada, capaz de originar vários tipos celulares. O tipo em que ela se transforma depende dos sinais do meio em que está.

Para achar a etapa certa, siga a ilustração:

  1. Etapa 1 (extração): retiram-se células da pele de pacientes autistas e saudáveis. Aqui ainda não há diferenciação em neurônio.
  2. Etapa 2 (regressão): as células da pele voltam ao estado de células-tronco. Isso é o caminho inverso da diferenciação.
  3. Etapa 3 (redes neurais): num ambiente que imita o cérebro, com vitaminas e sais, as células-tronco viram neurônios. É nessa etapa que ocorre a diferenciação.
  4. Etapa 4 (defeito): os neurônios de autistas se atrofiam e fazem menos sinapses. Isso já é uma característica dos neurônios formados.
  5. Etapa 5 (revitalização): IGF1 e gentamicina revertem a atrofia, mas não participam da formação dos neurônios.

Portanto, o estímulo à diferenciação é o meio de cultura que imita o cérebro, preparado com vitaminas e sais minerais.

Alternativa E.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AA extração das células da pele é apenas a coleta do material, sem induzir diferenciação em neurônio.
  • BA regressão transforma células da pele em células-tronco, o oposto de diferenciá-las em neurônios.
  • CA diferenciação é induzida pelo meio de cultura, e o neurônio autista só existe depois dela, então não pode ser a causa.
  • DIGF1 e gentamicina entram na etapa 5, para reverter a atrofia de neurônios já formados.

Assunto: Clonagem, células-tronco e terapia gênica.

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