PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 31 do ENEM PPL 2011
Texto I
A bandeira no estádio é um estandarte/A flâmula pendurada na parede do quarto/ O distintivo na camisa do uniforme/ Que coisa linda é uma partida de futebol/ Posso morrer pelo meu time/ Se ele perder, que dor, imenso crime/ Posso chorar se ele não ganhar/ Mas se ele ganha, não adianta/ Não há garganta que não pare de berrar/ A chuteira veste o pé descalço/ O tapete da realeza é verde/ Olhando para a bola eu vejo o sol/ Está rolando agora, é uma partida de futebol
SKANK. Uma partida de futebol. Disponível em: www.letras.terra.com.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (fragmento).
Texto II
O “gostar de futebol” no Brasil existe fora das consciências individuais dos brasileiros. O gosto ou a paixão por um determinado esporte não existe naturalmente em nosso “sangue”, como supõe o senso comum. Ele existe na coletividade, em nosso meio social, que nos transmite esse sentimento da mesma forma que a escola nos ensina a ler e a escrever.
HELAL, R. O que é Sociologia do Esporte? São Paulo: Brasiliense, 1990.
Chamado de ópio do povo por uns, paixão nacional por outros, o futebol, além de esporte mais praticado no Brasil, pode ser considerado fato social, culturalmente apreendido, seja por seus praticantes, seja pelos torcedores. Nesse sentido, as fontes acima apresentam ideias semelhantes, pois o
- Afutebol aparece como elemento integrante da cultura brasileira.
- Blazer aparece em ambos como a principal função social do futebol.
- C“tapete verde” e a “bola–sol” são metáforas do nacionalismo.
- Desporte é visto como instrumento de divulgação de valores sociais.
- Efutebol é visto como um instante de supressão da desigualdade social.
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Resolução comentada
O enunciado pede o ponto em comum entre os dois textos e lembra que o futebol é um fato social: algo aprendido na convivência coletiva, e não um traço biológico.
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Texto I (Skank): a música mostra bandeira, flâmula, distintivo, chuteira e torcida, ou seja, símbolos e emoções compartilhados. O futebol faz parte do cotidiano e da vida afetiva das pessoas.
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Texto II (Helal): o autor diz que o gosto pelo futebol não está "no sangue", mas é transmitido pelo meio social, "da mesma forma que a escola nos ensina a ler e a escrever". Logo, é um traço cultural aprendido.
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Ponto em comum: nos dois textos, o futebol aparece como parte da cultura brasileira, presente na coletividade e vivido como paixão de todos.
Conferindo as demais: o lazer não é tratado como "principal função" em nenhum dos textos; as metáforas da música não falam de nacionalismo; nenhum texto fala em divulgar valores sociais; e a música não trata de igualdade social. Só a primeira alternativa se sustenta nos dois textos.
Alternativa A.
Por que as outras alternativas estão erradas
- BNenhum dos textos define o lazer como a principal função social do futebol; o Texto II fala de aprendizado cultural.
- CO "tapete verde" e a "bola-sol" são imagens poéticas da paixão pelo jogo, não metáforas de nacionalismo, e o Texto II nem as menciona.
- DO Texto II trata da transmissão social do gosto pelo esporte, mas o Texto I não apresenta o esporte como instrumento de divulgação de valores.
- ENenhum dos textos fala em suprimir a desigualdade social; a letra só menciona a "realeza" de forma poética.
Assuntos: Durkheim: fato social e solidariedade, Socialização, instituições e controle social.
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