PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 11 (CFS 1) da EEAR 2024
– O grau do adjetivo destacado em “[...] Se soubesse, não teria falado, mas falei pela veneração, pela estima, pelo afeto, para cumprir um dever amargo, um dever amaríssimo.” (Machado de Assis) é classificado como
- Asuperlativo absoluto analítico.
- Bcomparativo de superioridade.
- Csuperlativo absoluto sintético.
- Dsuperlativo relativo de superioridade.
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Resolução comentada
O grau superlativo indica intensidade elevada da qualidade. Ele se divide em dois tipos, e cada um tem duas formas:
- Relativo: compara a qualidade com a de outros seres, como em "o mais amargo de todos". Pode ser de superioridade ou de inferioridade.
- Absoluto: intensifica a qualidade sem comparar. Pode ser analítico, quando usa um advérbio de intensidade ("muito amargo", "extremamente amargo"), ou sintético, quando usa um sufixo (-íssimo, -érrimo, -límo).
No trecho, "amaríssimo" vem de "amargo" e usa o sufixo -íssimo, na forma erudita derivada do latim (amarus). Nenhum advérbio acompanha a palavra e nenhum termo de comparação aparece ("mais amargo que...", "o mais amargo de..."). Machado de Assis só intensifica o "dever" por meio de uma única palavra.
Conclusão: a intensidade é máxima, sem comparação, e vem de um sufixo. Trata-se, portanto, de superlativo absoluto sintético.
Alternativa C.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AO superlativo analítico exigiria advérbio de intensidade ("muito amargo"), mas aqui a intensidade vem do sufixo -íssimo.
- BNão há comparação entre dois elementos ("mais amargo que"), então não é comparativo.
- DO superlativo relativo compara com um grupo ("o mais amargo de todos"), o que não ocorre no trecho.
Assunto: Classes de palavras.
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Fonte: EEAR 2024 · CFS 1. Prova oficial ↗