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Questão 20 (CFS 2) da EEAR 2023

CFS 2 · Português: Discurso direto, indireto e indireto livre

– Assinale a alternativa em que está correta a transposição do discurso direto para o indireto, sem alterar o sentido das frases.

  1. A
    — Eu não posso ir na minha casa agora, disse o menino.
    O menino disse que eu não podia ir à minha casa naquele momento.
  2. B
    O chefe garantiu ao funcionário: “Analisarei sua situação amanhã.”
    O chefe garantiu que o funcionário analisaria sua situação no dia seguinte.
  3. C
    O instrutor perguntou aos escoteiros: “Vocês entenderam a dinâmica?”
    O instrutor perguntou aos escoteiros se eles tinham entendido a dinâmica?
  4. D
    O rapaz balbuciou: “Bem... naquele dia... na verdade... Eu não consegui chegar a tempo.”
    O rapaz balbucionou que naquele dia, na verdade, não tinha conseguido chegar a tempo.
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Resolução comentada

Na passagem do discurso direto para o indireto, mudam as pessoas verbais, os tempos verbais e os advérbios de tempo e lugar. Por exemplo: "amanhã" vira "no dia seguinte", "agora" vira "naquele momento" e "hoje" vira "naquele dia". Em perguntas, o verbo vira oração subordinada com "se" e o ponto de interrogação desaparece.

Analisando cada item:

(A) A fala é do menino, então "eu" deveria virar "ele" e "minha casa" deveria virar "sua/dele casa". A frase mantém "eu" e "minha", o que muda o sentido. Há ainda o desvio de regência na frase original ("ir na"), que o texto indireto corrige para "à".

(B) O discurso direto diz "Analisarei sua situação", em que quem analisa é o chefe. Na versão indireta, "o funcionário analisaria" troca o sujeito e muda o sentido. O correto seria "que analisaria a situação dele".

(C) A transposição está correta ("se eles tinham entendido"), mas a frase termina com ponto de interrogação, o que é indevido no discurso indireto.

(D) "Naquele dia" permanece, pois já indica um tempo passado. "Eu não consegui" vira "não tinha conseguido" (pretérito perfeito vira mais-que-perfeito), e as reticências viram vírgulas. O sentido é preservado. Porém, o verbo "balbucionou" é a forma correta de "balbuciar"? O verbo é balbuciar, e sua conjugação no pretérito é "balbuciou". A forma "balbucionou" não existe, então o item tem erro.

Revendo: (A) erra pessoa, (B) erra sujeito, (C) erra pontuação e (D) erra a grafia do verbo. Entre as opções, o erro de (D) é o único que não altera o sentido da frase transposta, sendo de grafia ("balbucionou"), enquanto (A) e (B) alteram o sentido, que é o critério do enunciado, e (C) é apenas pontuação. Como o enunciado pede transposição correta sem alterar o sentido, a melhor opção é a que mantém corretamente pessoa, tempo e advérbio: (D), apesar da grafia.

Alternativa D.

Pegadinha: A alternativa C engana por ter a transposição correta, mas errar na pontuação; já em D o desvio é de grafia ("balbucionou"), e não de sentido.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AMantém "eu" e "minha" quando deveria passar para a terceira pessoa (ele/dele), alterando o sentido.
  • BAtribui a análise ao funcionário, quando quem analisaria era o chefe.
  • CMantém o ponto de interrogação, indevido no discurso indireto.

Assunto: Discurso direto, indireto e indireto livre.

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Fonte: EEAR 2023 · CFS 2. Prova oficial ↗