PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 22 (CFS 1) da EEAR 2021
– Assinale a alternativa em que o pronome oblíquo não indica posse.
- AAs ásperas palavras apertaram-me o coração.
- BO discurso daquele político incomodou-me bastante.
- CA raiva subiu-lhe à cabeça, e ele vociferou impropérios.
- DSecaram-lhe o pranto, e a testemunha continuou seu depoimento com firmeza.
Escolha uma alternativa para conferir o gabarito.
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Resolução comentada
Alguns pronomes oblíquos átonos (me, te, lhe, nos) podem funcionar como dativo possessivo: em vez de pronome possessivo (meu, dele), o pronome oblíquo indica o possuidor da parte do corpo ou do sentimento citado. Para testar, tente trocar o oblíquo por um possessivo ("meu", "dele") e veja se o sentido se mantém.
- (A) "apertaram-me o coração" = apertaram meu coração. O oblíquo indica posse.
- (B) "incomodou-me bastante": o verbo incomodar pede objeto direto, e o "me" é quem sofre a ação. Não dá para dizer "incomodou meu" nada: não há objeto possuído. Logo, não indica posse.
- (C) "a raiva subiu-lhe à cabeça" = subiu à cabeça dele. Posse.
- (D) "secaram-lhe o pranto" = secou o pranto dela/dele. Posse.
Só em (B) o pronome é complemento verbal comum, sem ideia de posse.
Alternativa B.
Por que as outras alternativas estão erradas
- A"me" equivale a "meu coração", portanto indica posse.
- C"lhe" equivale a "a cabeça dele", portanto indica posse.
- D"lhe" equivale a "o pranto dele/dela", portanto indica posse.
Assunto: Pronomes e pessoas do discurso.
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Fonte: EEAR 2021 · CFS 1. Prova oficial ↗